Greve do Samu: nota de esclarecimento sobre coluna de Edson Lima

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (SISMMAR) vem a público, por meio desta nota enviada à imprensa de Maringá e região, para prestar esclarecimentos em relação à coluna Dia a Dia, publicada nesta quarta-feira, 10 de julho, pelo jornal O Diário. O jornalista Edson Lima, talvez por falta de propriedade no assunto, tem levado a seus leitores informações incorretas acerca da greve. O jornalista comete inverdade ao afirmar que, segundo o Sismmar, 90% dos servidores do Samu estão parados. Nenhum dos releases enviados pelo sindicato à imprensa continha essa informação.

Ao contrário do que escreve o colunista, desde o início da greve, na segunda-feira passada, 50% dos servidores do Samu se mantém na ativa com duas unidades básicas e uma avançada. Mesmo com metade do efetivo parado por conta da greve, ainda assim o atendimento é superior às inúmeras vezes em que a Prefeitura de Maringá, por falta investimentos no setor, disponibilizou ao Samu apenas uma ambulância – enquanto as demais seguiam na garagem, sem condições de uso por falta de reparos.

Por falha de interpretação, Edson Lima ressalta em sua coluna que 90% dos servidores estão parados. Vale corrigir esse equívoco para que a população saiba a verdade. Fato é que 90% dos servidores do Samu aderiram à greve e têm se revezado para manter 50% do atendimento, em respeito à população maringaense. Diante da luta de quem salva vidas e ganha tão pouco, é crescente a manifestação de populares em apoio à greve.

A luta do Samu é justa. A equipe de governo do prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) apresentou propostas para melhorar as condições de trabalho, porém, negando aumento salarial. Numa das prefeituras mais inchadas do Estado em cargos comissionados (CCs), funcionários sem concurso público recebem entre R$ 1.591 e R$ 10.600. Enquanto isso, a maioria dos socorristas do Samu tem salário base inferior a R$ 1.100. A categoria pede salário de R$ 1.400 ou como paliativo, até que o Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) seja implementado, em novembro, o pagamento de mensal de gratificação no valor de R$ 450.

Vale lembrar o referido colunista de que o direito à greve é constitucional, previsto no artigo 9º da Constituição Federal e na lei 7.873 de 1989. O direito de o trabalhador fazer greve é fruto de luta histórica contra a ditadura militar por um estado democrático. Luta que custou a vida de inúmeros cidadãos perseguidos pela ditadura, entre os quais jornalistas. A atual diretoria do Sismmar, na defesa dos servidores municipais, aposta na união dos trabalhadores na busca por melhores condições de trabalho e salários dignos. O sindicato prima pelo diálogo, mas vê na greve a última alternativa na busca por avanços para a classe trabalhadora.

Em seu texto, nesta quarta-feira, Edson Lima ouviu apenas a versão de um dos lados da greve: a do prefeito. O Sismmar e a classe trabalhadora de Maringá, que estima o trabalho da imprensa na cobertura de movimentos sociais e a grande atenção dada a esta paralisação do Samu, esperam que o jornalista autor da coluna Dia a Dia tenha a dignidade de fazer a devida errata, com informações verídicas sobre a paralisação, em sua próxima coluna.

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