PCCR não cabe no orçamento de 2013, avalia sindicato

Em entrevista à Rádio CBN, concedida na última terça-feira (21), o líder do prefeito na Câmara Municipal, vereador Heine Macieira (PP), questionou a luta sindical pela inclusão do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) dos servidores no orçamento do município para 2013. Sem embasar seus argumentos, o vereador disse que o Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) “não entende de orçamento”, garantindo que o PCCR já estaria contemplado.

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De acordo com o vereador, o aumento de 17% para gastos com o funcionalismo público, em relação à previsão orçamentária do último ano, contemplaria o PCCR. Nos cálculos do Sismmar, esse percentual não contempla a revisão, já em 2013, do plano de carreira dos trabalhadores da prefeitura – benefício que o prefeito Silvio Barros (PP) prometeu para o final de 2011 e não cumpriu.

Não sobrarão recursos para o PCCR, na avaliação do sindicato, porque a previsão de gastos com o funcionalismo terá de contemplar: reajuste da inflação, incorporação do abono dos servidores, aumento salarial (ganho real), além de ampliação no quadro.

Entre os investimentos previstos pelo município estão a ampliação de cinco unidades básicas de saúde (UBS), a construção de outras sete UBS e a ampliação do Hospital Municipal, com criação de uma nova ala. Para todos esses investimentos será necessária a contratação de novos funcionários, por meio de concurso. Fato que Heine não mencionou em sua fala contrária à luta sindical.

No entendimento da vice-presidente do Sismmar, Solange Marega, o líder do prefeito no Legislativo apenas desvirtuou as discussões acerca do PCCR, por não dar o embasamento necessário para assegurar aos servidores que o plano será, de fato, contemplado no próximo ano. Essa foi uma das promessas feitas pelo prefeito eleito Roberto Pupin (PP) que, em campanha, afirmou que o município já tinha verba assegurada para iniciar a implantação do PCCR já no primeiro ano de seu governo.

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