Desvalorizados, engenheiros da prefeitura pedem exoneração de cargos

Vários engenheiros da Prefeitura pediram exoneração dos cargos que ocupavam. Vale ressaltar que eles seguem como servidores municipais, porém, sem ocuparem cargos de chefia (gerência, diretoria, etc). A categoria está unida e o ato é reflexo do grande descontentamento dos trabalhadores.

Os engenheiros foram desvalorizados durante a administração Barros e não vislumbram melhoras neste início do governo Pupin. Para eles, as gratificações pagas pelo exercício de suas funções não valorizam os engenheiros, que amargam período de estagnação enquanto outras categorias tiveram avanços.

Antes do período eleitoral, em 2012, o então prefeito Silvio Barros (PP) criou gratificação elevando o ganho de contadores e procuradores do município em 100%. Contudo, não viabilizou algo semelhante para os engenheiros. À época, em forma de protesto, eles chegaram a trabalhar de preto. A falta de valorização perdurou nos meses seguintes e, agora, a “bolha” está próxima de estourar.

Essa não é a única categoria descontente no funcionalismo público municipal. Agentes Comunitários de Saúde (ACS), por exemplo, já ameaçaram paralisação e o corte da GAE dos funcionários da UPA Zona Sul pode levar essa categoria para o mesmo caminho. Cria-se uma bola de neve que, em pouco tempo, nem Pupin nem suas centenas de CCs poderão conter.

Tudo isso poderia ser evitado com o Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) geral. Sem o PCCR, não há garantias de avanços para os servidores de carreira. Infelizmente, o governo atual – que evita falar em plano de carreira – parece mais preocupado em nomear CCs.

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