Maringá em festa, mas servidores(as) seguem desvalorizados

Nesta sexta-feira, 10 de maio, Maringá completa 66 anos de emancipação política e administrativa. Hoje somos a terceira maior cidade do Estado, com boa qualidade de vida e oportunidade para os jovens. E se os serviços oferecidos por nossa bela cidade estão acima da média do Paraná e do Brasil, em parte, isso se deve ao trabalho dos cerca de 10 mil servidores(as) municipais.

Maringá pode até continuar/sobreviver sem secretários e outros profissionais comissionados, mas sem esses servidores, sabemos bem, a cidade não seria a mesma. São eles que recolhem diariamente nosso lixo; que cuidam dos nossos filhos nas creches e os alfabetizam nas escolas; que tratam da população nas unidades de saúde; que fazem plantões sem fim para socorrer os acidentados no trânsito. São eles que, apesar dos baixos salários, não medem esforços para fazer desta cidade uma das melhores do País para se viver.

Por isso, também nessa data tão especial, servidores(as) merecemos ter nossas lutas relembradas. A cidade cresce, produz, arredaca impostos, mas os trabalhadores(as) que efetivam as políticas públicas estão longe da devida valorização. No Samu, por exemplo, a administração municipal não oferece condições básicas de trabalho (e às vezes as ambulâncias ficam paradas). A culpa não é dos servidores(as), mas são eles e elas que ouvem críticas da população quando demoram a fazer algum atendimento.

O Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) foi prometido por longos oito anos pelo ex-prefeito Silvio Barros… que não cumpriu com sua palavra. E o sonho de ser valorizado segue na esperança de cada servidor, que sonha por meio do PCCR dar um futuro melhor para sua família. É pedir demais um salário justo?

Enquanto o PCCR não sai do papel por pura falta de vontade política, fiscais são demitidos, engenheiros e arquitetos sofrem retaliacões (sendo removidos), o Samu pede socorro, os agentes da dengue ganham uma miséria, os professores(as) seguem sem ter o direito democrático de eleger os diretores das escolas, servidores da Educação são removidos durante o ano letivo… e vários outros problemas.

Mesmo com tanto descaso, os trabalhadores(as) seguem trabalhando firme, na esperança de que o futuro será melhor. O SISMMAR acredita nisso e agradece a cada um dos servidores por não desistirem de Maringá. Juntos somos fortes e sem vocês a cidade para.

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