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Do luto à luta

Como falar sobre a morte de uma pessoa querida? A vida de Juliana da Silva Nunes foi interrompida, pela covid-19, aos 36 anos de idade. Jovem e guerreira. Além da batalha diária na linha de frente da educação, enquanto professora das Escolas Municipais Miriam Leila Palandri e Gabriela Mistral, a servidora vinha atuando como dirigente sindical da Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer do SISMMAR. O que fazia todo sentido, pois Juliana era a alma da festa. Tanto nos eventos do sindicato, quanto nos eventos pessoais, que organizava com verdadeiro amor ao ato de celebrar, sua presença dava corpo à alegria.

Como, me pergunto, falar sobre a falta irreparável de Juliana, da auxiliar de enfermagem Celina Antônio, do enfermeiro Luiz Carlos de Azevedo, do médico Jorge Karygio, do motorista Egídio Ferreira, da técnica de enfermagem Sonia Facimoto, dos mais de 300 maringaenses, 8 mil paranaenses e 200 mil brasileiros que morreram porque ainda vivemos em uma sociedade em que a vida não vem em primeiro lugar? Talvez, a pergunta seja outra… O que falar para nós, os que ficamos? Acredito que a resposta seja o exemplo de Juliana e de todos os servidores que, cotidianamente, se dedicam à vida de todas e todos: só nos resta lutar! Lutar pelo direito de viver, e transformar a memória que teremos, desses dias, no futuro.

Juliana Nunes, presente!