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Assembleia pede tempo aos vereadores para discutir câmeras nas escolas e CMEIs

O SISMMAR marcou presença na sessão ordinária da Câmara Municipal, nesta terça-feira (28), em cumprimento às deliberações da assembleia da Educação de segunda (27) sobre a instalação de câmeras de segurança nas salas da aula das escolas e CMEIs. Dirigentes entregaram aos vereadores documento no qual a categoria solicita o adiamento da votação do projeto de lei – que acabou nem entrando na pauta do dia.

A presidenta Iraídes Baptistoni na condução da assembleia, realizada no Auditório do SISMMAR (27/11/2017) – Fotos Valter Baptistoni

 

Apesar das alegações de vereadores de que as câmeras trariam mais segurança inclusive para os servidores, a assembleia entendeu que é necessário aprofundar ainda mais o debate sobre a implantação das câmeras nas unidades de ensino. Pesquisadores gabaritados, entre eles a professora doutora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Ivana Veraldo, entendem que as câmeras em aula trazem riscos, que precisam ser avaliados..

Ivana elencou vários preocupações na adoção das câmeras, como a padronização de comportamento. “Se o professor fugir do comportamento padrão, já estará contrariando as regras, mas quem é que vai avaliar se aquele ato fugiu do critério, se é um desvio de padrão?”, questionou a professora, afirmando que a padronização excessiva pode gerar repressão.

Três vereadores prestigiaram a assembleia, na ordem: Do Carmo (PR), Mário Verri (PT) e Carlos Mariucci (PT)

 

Segundo ela, todo ato de violência na escola é um fenômeno complexo, de múltiplas causas, e que por isso não pode ser tratado de forma simplificada, com medidas que olhem para um único ator ou uma única causa. “Em que medida colocar as câmeras, com áudio ou sem áudio, com gastos extremos, vai fazer com que a escola abra mão de sua premissa maior, que é de formar cidadãos?”

Ainda segundo Ivana, a escola não pode perder sua essência, que é compartilhar conhecimento, ensinar a convivência solidária, ensinar valores éticos e conscientizar os alunos. “E às vezes está perdendo essa essência, optando, no caso das câmeras, por vigiar alunos, professores e todos os atores envolvidos no ato educacional, para punir esses atores”, disse.

 

 

 

 

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