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Diesse avalia que há boa margem para revisão do PCCR e ganho real nos salários

O SISMMAR tem honrado com o compromisso firmado com a categoria, na Campanha Salarial 2017, ao acompanhar de perto as contas do município. Esse acompanhamento ocorreu também na prestação de contas feita pela Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), que em 31 de maio apresentou superavit de R$ 110 milhões da Prefeitura de Maringá no primeiro quadrimestre.

A prestação de contas da Prefeitura de Maringá, no primeiro quadrimestre, ocorreu no plenário da Câmara Municipal (31/05/2017) – Foto: Marquinhos de Oliveira/CMM

 

Na assembleia que encerrou a campanha salarial, os servidores(as) municipais aceitaram apenas a reposição da inflação – sem ganho real – porque ficou claro que o prefeito Ulisses Maia (PDT) recebeu do ex-prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) um orçamento que não previa, para este ano, sequer a reposição da inflação aos trabalhadores da Prefeitura.

Para o acompanhamento das contas, o SISMMAR solicitou ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) um parecer sobre as contras do primeiro quadrimestre. O cenário que se desenha é favorável não apenas para prever ganho real no orçamento do ano que vem como para garantir a tão esperada revisão do Plano de Carreira, Cargos e Remuneração (PCCR) – fundamental para garantir o avanço dos servidores em suas carreiras.

Segundo o economista do Dieese, a Receita Corrente Líquida (RCL) cresceu 8,01% no acumulado dos últimos 12 meses (maio de 2016 a abril de 2017), acima da alta de 6,95% registrada nos 12 meses anteriores (maio de 2015 a abril de 2016).

Em relação ao comprometimento da folha (despesas com pessoal em relação à RCL), ainda segundo o Dieese, “a Prefeitura de Maringá está em uma situação bem confortável no primeiro quadrimestre de 2017. A relação entre as duas variáveis (folha e RCL) ficou em 42,62%, bem distante do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 51,30%”. A título de comparação, no mesmo período do ano passado, o comprometimento da folha era de 44,59%.

No parecer do Dieese, houve uma melhoria significativa nos dados de Maringá, no início do governo Ulisses, na comparação com o primeiro quadrimestre do último ano da gestão Pupin. Portanto, conclui o Dieese, “em função dessa conjuntura a margem para elevação dos gastos com pessoal é expressiva”.

São com esses dados que, desde já, o SISMMAR se prepara para, no fim do ano, na construção do orçamento de 2018, buscar junto à administração a garantia de recursos para a revisão do PCCR e para ganho real nos salários, no ano que vem.

 

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